Receber uma multa por excesso de velocidade é frustrante, especialmente quando você acredita que houve um erro na aplicação ou no procedimento. A boa notícia é que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante o direito à ampla defesa, permitindo anular a penalidade em várias etapas. Com argumentos sólidos e ação rápida, é possível cancelar a multa, evitar pontos na CNH e o pagamento do valor, que pode chegar a R$ 880,41 em casos graves, além de suspensão da habilitação.
O processo administrativo de contestação ocorre em três fases principais: defesa prévia, recurso à JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) e, por último, recurso ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito). Cada etapa tem prazos curtos, geralmente de 15 a 30 dias a contar do recebimento da notificação, então verifique imediatamente a data limite no documento recebido. Agir dentro do prazo é essencial, pois perder ele torna a multa definitiva.
Entendendo os Tipos de Multa por Excesso de Velocidade
Antes de recorrer, identifique o tipo da sua infração, previsto no artigo 218 do CTB. Isso influencia a gravidade, pontos e multas:
- Até 20% acima do limite (ex.: 60 km/h em via de 50 km/h): infração média, 4 pontos, multa de R$ 130,16.
- De 20% a 50% acima: grave, 5 pontos, R$ 195,23.
- Acima de 50%: gravíssima, 7 pontos, R$ 880,41, com suspensão imediata da CNH.
Considere a tolerância dos radares: em vias até 100 km/h, desconta-se 7 km/h da velocidade medida; acima de 100 km/h, 7% do valor. Compare a "velocidade medida" e "velocidade considerada" na notificação para questionar se o cálculo está correto.
Passo 1: A Defesa Prévia – Sua Primeira Chance de Cancelamento
Essa é a etapa inicial, apresentada ao órgão autuador (Detran, PRF, DNIT ou DER) após a Notificação de Autuação, mas antes da multa ser efetivada. Aqui, você ainda não tem pontos na CNH nem precisa pagar. Preencha o formulário padrão disponível no site do órgão ou app oficial, como o Portal de Multas do DNIT ou SNE (Sistema de Notificação Eletrônica).
Argumentos comuns que anulam a multa nessa fase incluem:
- Falhas na notificação: ausência de dados obrigatórios, como identificação do órgão, placa exata, data/hora/local, imagem nítida do veículo ou identificação do equipamento. Se houver erro na placa, marca ou endereço, o auto é nulo.
- Conversão em advertência: para infrações leves ou médias sem reincidência nos últimos 12 meses (art. 267 do CTB), solicite transformar a multa em advertência por escrito, especialmente se você for condutor responsável e de primeira vez.
- Provas pessoais: fotos do local mostrando sinalização inadequada (placas ocultas, ausentes ou ilegíveis), o que invalida a medição por falta de informação clara do limite de velocidade.
Junte cópias da notificação, CNH, CRLV e provas como fotos ou testemunhas. Envie pelo site, Correios (AR) ou presencialmente. Se deferida, a multa é arquivada.
Passo 2: Recurso à JARI – Segunda Instância para Reforçar a Defesa
Se a defesa prévia for indeferida, receba a Notificação de Penalidade e recorra à JARI em até 30 dias. Essa junta analisa recursos de forma colegiada, com maior chance de sucesso se você apresentar argumentos técnicos profundos.
Foco em irregularidades do equipamento:
- Verificação do radar: todo aparelho deve ser aprovado pelo Inmetro e verificado a cada 12 meses. Peça o laudo de calibração; se estiver vencido ou ausente, a multa cai por nulidade.
- Sinalização deficiente: vias sem placas visíveis ou com limites não informados violam normas do CTB e resoluções do Contran.
- Outros erros: distância do radar não homologada, falta de registro de imagem nítida ou inconsistências na velocidade considerada após tolerância.
Use linguagem formal, citando artigos do CTB (como 280 e 281) e resoluções (ex.: 146/2003 do Contran). Modelos prontos estão disponíveis online, mas personalize com seus dados. Muitos condutores ganham aqui ao exigir provas do órgão, que nem sempre as apresentam.
Passo 3: Recurso ao CETRAN – Última Instância Administrativa
Negado na JARI? Recorra ao CETRAN em 30 dias. Essa é a fase final administrativa, com análise por conselheiros especializados. Reforce argumentos anteriores e adicione novas provas, como laudos periciais independentes ou histórico de conduta impecável. Sucesso aqui cancela tudo definitivamente.
Argumentos Infalíveis e Dúvidas Comuns
Para maximizar chances, combine múltiplos argumentos:
- Equipamento irregular: Consulte o site do Inmetro para verificar o radar pelo número de série na notificação.
- Erro humano ou técnico: Imagem borrada, leitura errada da placa ou falta de operador habilitado.
- Sinalização ruim: Tire fotos recentes do local para provar.
- Não era você: Indique outro condutor ou prove que o veículo estava em outro lugar (GPS, testemunhas).
Dúvida comum: "E se eu ultrapassei de verdade?" Mesmo assim, nulidades processuais anulam a multa, pois o procedimento deve ser perfeito. Outra: "Preciso de advogado?" Não é obrigatório, mas para casos complexos ou múltiplas multas, ajuda a evitar erros e aumenta chances em até 70%, segundo experiências relatadas.
Dicas Finais para Sucesso
- Guarde cópias de tudo e protocole envios.
- Não pague a multa antes de recorrer, ou perde o direito.
- Monitore o status no site do órgão (ex.: Detran ou app Carteira Digital de Trânsito).
- Se acumular pontos, avalie curso de reciclagem preventiva.
Com persistência e fundamentação técnica, milhares de multas são anuladas anualmente. Comece agora: acesse o portal do órgão autuador, prepare sua defesa e proteja sua CNH e bolso. Boa sorte!
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